Protocolo do Boi superprecoce: uma revolução na pecuária de corte

Boi nelore em close-up lateral

A pecuária brasileira evoluiu muito nas últimas décadas e o conceito do boi superprecoce está no centro dessa transformação. Esse termo, no entanto, não é tão recente, já que o pioneiro a introduzir essa metodologia no Brasil foi o Professor Antonio Carlos Silveira, no início da década de 1990. 

O projeto do Novilho Super Precoce coordenado por Silveira foi desenvolvido na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP/Botucatu, onde lecionava à época e incluiu testes com diferentes raças e dietas visando a redução na idade de abate dos animais, encurtando o ciclo de produção. 

O que é um boi superprecoce?

Segundo a EMBRAPA, o super precoce é o animal abatido entre 14 e 15 meses de idade, pesando ao menos 250 quilos. 

O protocolo desenvolvido pelo Professor Silveira foi ainda mais arrojado, propondo uma idade de abate aos 12 meses, com uma carne que atende aos critérios de qualidade como maciez, marmoreio e espessura da capa de gordura. 

Professor Silveira em fazenda experimental do novilho superprecoce
O Professor Silveira foi pioneiro no desenvolvimento do protocolo do novilho super precoce nos anos 90

Pilares do bovino super precoce

Para atingir o desempenho esperado em um curto espaço de tempo, é necessário implementar um conjunto de ações que envolvem:

  • Nutrição de precisão: com foco no ganho de peso e de carcaça do animal;
  • Manejo intensivo: controle rigoroso de cada fase do desenvolvimento;
  • Genética: seleção e cruzamento de raças com características que favoreçam o ganho de peso rápido.
  • Gestão eficiente: monitoramento contínuo de dados e indicadores para otimizar cada etapa. 

A combinação dessas práticas, sempre com um acompanhamento técnico por veterinários e zootecnistas, permite reduzir o tempo de produção, com um ganho expressivo na rentabilidade do produtor. 

Por que investir no protocolo do boi super precoce? 

A resposta é simples: mais eficiência, mais arrobas por hectare, mais lucro. Apesar do investimento inicial para organizar o manejo, nutrição e suplementação do rebanho, a redução no tempo de abate reduz o custo por animal e ainda:

  • Melhor aproveitamento da área: mais animais produzidos no mesmo espaço e período.
  • Qualidade superior da carne: o boi superprecoce apresenta marmoreio e acabamento que agregam valor ao produto final.
  • Maior giro de capital: o produtor vê retorno mais rápido, com a venda de animais em menos tempo;
  • Eficiência alimentar e conversão: cada quilo de ração vira carne com mais produtividade

Mais do que uma tendência, o boi super precoce já é uma realidade, com resultados comprovados por diversos produtores e que pode ser adaptado a diversos modelos de manejo em diferentes regiões.

Com o suporte de uma consultoria agropecuária especializada, como a Silveira Consultoria, é possível transformar a realidade da fazenda e alcançar rentabilidade real na pecuária de corte. 

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